O youtube realmente nos
leva a um túnel do tempo. Não é que achei essas duas maravilhas da década de
1980 . Joe le taxi, com Vanessa Paradis, e Vou de taxi, com Angélica. A diferença básica? A versão brasileira
casou com Luciano Huck e a legítima francesinha, de dentes separados,
conquistou Johnny Deep.
Simplesmente imperdível.
Confira essa versão de 1988, do Fantástico, com apresentação de William Bonner! E se divirta!
Era o que faltava. Adivinha
qual presentinho a nossa presidenta Dilma levou para o mandatário dos Estados
Unidos? Uma cachaça bem brasileira, a Velho Barreiro. Até aí nada demais. Seria
um brinde genuinamente brasileiro... Melhor se fosse um produto made in Salinas, cidade mineira famosa pela qualidade das cachaças.
Mas, não, teria de ter
algo a mais na nossa popular cachaça... Que tal uns diamantes? Pois a garrafa da edição limitada do
Velho Barreiro, cravejada de diamantes, e que custa R$ 212 mil, foi o mimo para
o Obama.
Que presente mais capiau,
minha gente! Só falta agora arrancar os diamantes da garrafa e fazer uns
aneizinhos para a Michelle e as filhas. Reciclagem é chique, não é?
Nesta última quarta-feira, às 12h10, ouvi algumas frases:
- “O Chico (Anísio) numa semana e agora, o Millôr (foto)? O humor está morrendo no
Brasil!”
A frase é de uma jornalista que trabalha comigo e foi dita, assim, de
improviso, na saída para o almoço.
Às 16h20, a tevê ligada na Globo News e a reportagem
interessante sobre Millôr Fernandes. Interessante porque não tinha como ser
diferente. Millôr é mais que interessante. A começar pelo próprio nome, com
grafia confusa. É o registro do humor que nasce na certidão de nascimento. E não é que
foi ele o inventor do frescobol? Essa é boa, não?
“Viver é
desenhar sem borracha!”
Frase de Millôr que
encerra a reportagem ... Faz a gente
refletir, não?
Às 17h, voltam a falar de
Millôr na Globo News e uma outra frase dele é relembrada. Mais ou menos assim:
“Não
quero viver num mundo em que não se pode fazer piada.”
Sem pensar muito, soltei
em alto brado mais uma das minhas reflexões imediatas:
- Então foi na hora certa.
No mundo de hoje não se pode mais fazer piada!
17h10 – A minha deixa
virou assunto para debate entre os jornalistas.
- É mesmo. Hoje em dia,
não se pode fazer piada, por exemplo, sobre negros. Eles são afrodescendentes!!!
Às 17h15, falei então da
exposição dos Zeróis, do Ziraldo, que pode ser vista até 29 de abril no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República. É de graça e imperdível.
Entre as telas pintadas
pelo cartunista há uma do “Superafrodescendente”, ou seja, é o super-homem
negro. Puro humor desenhado. O bom é que a gente até aprende a nova ortografia
da língua portuguesa.
Insert 1 - E como no nosso dia a dia (assim, mesmo sem hífen)
vivemos no contexto multimídia, lá vai uma dica preciosa para escrever
corretamente: o site www.ortografa.com.br
permite consultar palavras de acordo com as novas regras. É só digitar para ter
a correção.
Às 18h, em reportagem na
tevê, salta a frase do próprio Ziraldo, 79 anos, amigo de Millôr:
Ele era
um filósofo. E o seu método era o humor!!!
Assista ao vídeo e reflita
se Ziraldo fez a tradução correta:
Insert 2 - Clique aqui para saber um pouco mais sobre
Millôr Fernandes.
Não
importa a geração, todo brasileiro sabe cantar um verso de Raul Seixas. Eu vi a figura de Raul pela primeira vez no especial da Globo em que ele cantava Plunct, Plact, Zum. Cantei depois essa música do "Carimbador Maluco" com o Matheus, hoje com 16 anos, e depois com as gêmeas, agora com 7 anos.
Mas
quem é esse brasileiro que se tornou mito, lenda da nossa música? Imperdível
reservar um tempinho na agenda para assistir nos cinemas ao documentário sobre a vida intensa
desse artista, que era fã de Elvis Presley.
O
filme traz depoimentos de Paulo Coelho, Pedro Bial, Tom Zé, Nelson Motta e
Caetano Veloso, além das ex-companheiras de Raul. Paulo Coelho conta tudo, das
drogas que apresentou ao amigo aos rituais de sacrifícios de bodes que
participaram juntos. E lamenta não ter participado da composição de
Metamorfose.
Caetano
canta Ouro de Tolo e elogia a poesia
genial da música.
São
várias as passagens de arrepiar, principalmente o período de ostracismo, quando
as gravadoras já não davam espaço para suas músicas. Raul Seixas foi resgatado
por Marcelo Nova, vocalista da banda Camisa de Vênus que o levou a se
apresentar em companhia do grupo.
Mesmo
abatido pelo alcoolismo e diabetes, o último show da série dos 50 shows foi em
Brasília, em agosto de 1989 no Nilson Nelson, nove dias antes de morrer. Embora
a entrada fosse franca, apenas 3 mil pessoas assistiram. E afinal, qual a música
que você mais curte de Raul? Tem gente que vota em Maluco Beleza. Difícil
escolher, não?