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Faz tempo que não esbarro num livro tão ruim. Só não o atiro
no lixo porque devo mesmo aceitar que sou teimosa. Quero chegar até o ponto
final para ter a certeza de que nunca mais quero ler nada escrito por essa
escritora brasileira.
Pior é saber da sua fama popular e que tem seus leitores. Como
conseguem? Viro as páginas e leio palavras sem alma. A cada nova página, ratifico
o quanto essa leitura me sacrifica.
Mas pelo menos tive a sorte de esbarrar esta semana num
ensaio da jornalista e professora da Universidade de Brasília Regina Dalcastagnè sobre
o livro Literatura brasileira
contemporânea: um território contestado (Editora Horizonte e Editora da
UERJ), em que ela aborda o elitismo na literatura brasileira – uma espécie de
porta a sete chaves onde passam com mais facilidade jornalistas e acadêmicos.
Como se os marginalizados não tivessem o que contar, não
soubessem escrever... Como se somente os bem-nascidos soubessem escrever, tivessem o que contar...É um preconceito pouco discutido. Há ideias, histórias, poesias perdidas, por
exemplo, em blogs e sites pela internet. Às vezes, esbarramos nesses talentos
desconhecidos.
Mas o que gostei mesmo foi de uma frase do ensaio, que cabe
perfeitamente para explicar esse livro que teimo em ler: “Publicar um livro não
transforma ninguém em escritor, ou seja, alguém que está nas livrarias e nos
jornais.”
Na próxima semana começa a contagem regressiva. Até lá,
deixo com vocês uma música que adoro! Bom fim de semana!



