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Adoráveis gays



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A França é fascinante nas artes, na gastronomia, na música e na própria língua, mas também exibe exemplos que envergonham o mundo. Democracia que se instalou de forma bárbara - que guilhotinou a monarquia absolutista exagerada nos seus luxos diante de um povo miserável – não é nada admirável.
A massa seguiu às cegas seu idealismo justo pondo abaixo não só a fortaleza da Bastilha (uma construção do século XIV), mas também livros, obras de arte da arquitetura, incluindo boa parte da fachada de Notre Dame.
Diante do novo século, os franceses mostram que “igualdade, liberdade e fraternidade” nada mais é que uma bandeira utópica. Qual é o mal à humanidade de um casamento entre pessoas de mesmo sexo? Um país que sempre mostrou-se vanguardista no sexo apresenta-se agora retrógrado?
Preconceito descabido como qualquer outro. Gays são ótimos conselheiros de mulheres porque têm alma feminina.São sensíveis, detalhistas, emocionam-se facilmente e são divertidos. Procuram o amor como todos nós. E quando encontram, não podem mostrá-lo porque a sociedade acha errado? É preciso uma coragem cega para protestar na Champs-Élysées pela ilegalidade desse amor.  

Leitores sacrificados


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Faz tempo que não esbarro num livro tão ruim. Só não o atiro no lixo porque devo mesmo aceitar que sou teimosa. Quero chegar até o ponto final para ter a certeza de que nunca mais quero ler nada escrito por essa escritora brasileira.

Pior é saber da sua fama popular e que tem seus leitores. Como conseguem? Viro as páginas e leio palavras sem alma. A cada nova página, ratifico o quanto essa leitura me sacrifica. 

Mas pelo menos tive a sorte de esbarrar esta semana num ensaio da jornalista e professora da Universidade de Brasília Regina Dalcastagnè sobre o livro Literatura brasileira contemporânea: um território contestado (Editora Horizonte e Editora da UERJ), em que ela aborda o elitismo na literatura brasileira – uma espécie de porta a sete chaves onde passam com mais facilidade jornalistas e acadêmicos.

Como se os marginalizados não tivessem o que contar, não soubessem escrever... Como se somente os bem-nascidos soubessem escrever, tivessem o que contar...É um preconceito pouco discutido.  Há ideias, histórias, poesias perdidas, por exemplo, em blogs e sites pela internet. Às vezes, esbarramos nesses talentos desconhecidos.

Mas o que gostei mesmo foi de uma frase do ensaio, que cabe perfeitamente para explicar esse livro que teimo em ler: “Publicar um livro não transforma ninguém em escritor, ou seja, alguém que está nas livrarias e nos jornais.”  


Na próxima semana começa a contagem regressiva. Até lá, deixo com vocês uma música que adoro! Bom fim de semana!





Pequena sábia


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Crianças nos dão lições sábias. Um dia desses, levei um susto ao descobrir que aos oito anos já é possível começar a colecionar filosofias de vida:

"Prefiro não copiar ninguém. Se eu errar, pelo menos vou errar o meu erro e não o erro da outra pessoa."
                                                                                  (Clara,em 07/01/2013)

Efeito borboleta

Crédito: qanafir

     Os dois são daqueles amigos que se reúnem sempre para trocar uma ideia e saborear uma nova cerveja ou vinho, mas um não desconfia do segredo do outro. É que a amizade ficará sem asas. 
O amigo que não sabe da existência do segredo é biólogo, com pós-doutorado, um apaixonado por borboletas. Esses seres encantadores, que nascem rastejando e ganham os ares com suas cores. Inspiram poesia, canções, amores. É quase impossível não se encantar por esses insetos frágeis, nascidos pela mágica da metamorfose.
Mas há o segredo do amigo, um construtor apaixonado por pontes e concreto, proprietário de um hobby admirável. É apaixonado por flores. O jardim da sua casa é invejável. Há frescor, vida e colorido em orquídeas que ele cultiva em xaxins pendurados em palmeiras imperiais.
     Porém, quando ninguém vê, ele assassina as borboletas que pousam em suas flores. “Elas comem as plantas da horta e as flores do jardim”, revela o menino de seis anos o segredo até então guardado pelo pai.  Conta-o assim, ingenuamente, sem espanto na voz e no olhar! Crescerá sem admirá-las porque teve essa  sensibilidade assassinada.