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Aroma florido

"Entre as prendas com que a natureza 
Alegrou este mundo onde há tanta tristeza 
A beleza das flores realça em primeiro lugar 
É um milagre 
De aroma florido 

                               (Vinicius de Morais/Rancho das Flores)



Cada um carrega na alma, uma flor. 


                                   

                                                                                                  
               A rosa cativou o Pequeno Príncipe.          



                      O amarelo do girassol 

                      enlouqueceu Van Gogh. 







A Flor da Lua fez nascer a obsessão em Margaret Mee. Por 21 anos, a ilustradora botânica vasculhou o deserto verde da Amazônia para admirar a variação de cacto que só floresce à noite. 













Imagens do Google


E a florista, que um dia sonhou margarida no nome, apaixonou-se pela flor silvestre que nunca viu. Do frasco aspira o perfume das montanhas geladas da Noruega. Sabe que ela a espera. 




Ariano mais geminiano

"Eu leio e escrevo todos os dias. Não faço distinção entre a literatura e a vida."
Ariano Suassuna
Imagem do Google


"(...)  De fato, a Obra da nossa Raça deve ter como assunto o Brasil! Mas que 'cultura' foi essa que os Portugueses e Espanhóis nos trouxeram? A cultura renascentista da Europa em decadência, a supremacia da raça branca e o culto da propriedade privada! Enquanto isso, a Mitologia negro-tapuia mantinha, aqui, uma visão mítica do mundo, fecundíssima, como ponto de partida para uma Filosofia, e profundamente revolucionária do ponto de vista social pois incluía a abolição da propriedade privada! É por isso que, a meu ver, a Obra da Raça Brasileira, será uma Obra de pensamento, uma obra que, partindo dos mitos negros e tapuias, forje uma "visão de conhecimento": uma visão do mundo; uma visão do homem; uma visão do homem no mundo; e uma visão do homem a braços com o próprio homem!"

Bom  descobrir A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, que também faz aniversário hoje!

A fórmula de ouro

Arquivo pessoal
Há treze anos, véspera de mais um aniversário, ela recebeu o convite para admirar a lua cheia numa das quebradas de Brasília. Quem diria que nasceria ali, na noite gelada e brilhante, um amor que ninguém apostava?

E assim seguem, página a página, a própria história!


"Há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis para uma vida satisfatória, recompensadora e relativamente feliz. Um é a segurança e o outro é a liberdade. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos, incapacidade de fazer nada, planejar nada, nem mesmo sonhar com isso. Entretanto, o problema é que ninguém ainda na história encontrou a fórmula de ouro, a mistura perfeita de segurança e liberdade. Cada vez que você tem mais segurança, você entrega um pouco de sua liberdade. Não há outra maneira. Cada vez que você tem mais liberdade, você entrega parte da sua segurança.  Nunca encontraremos a solução perfeita do dilema entre segurança e liberdade. Então você ganha algo e você perde algo."


(Zygmunt Bauman)


Sim, caro pensador, para cada ser humano há um mundo perfeito feito especialmente para ele ou para ela. Só é preciso, assim como Sócrates, construí-lo!


* Então construam um feliz fim de semana de cada vez!





Bastam-se!

Bem agora há pouco...

- O que você está olhando?
- O nada.
- Mas o nada não existe. Tudo tem sempre alguma coisa...

(Uma das minhas queridas almas gêmeas, Clara, 9 anos, admirada com o meu nada...)



Imagem do Google

"Os campos estão cheios de flores silvestres. De início a gente só vê as mais altas, todas sem nome, amarelas e roxas, sementes felpudas, vagens vermelhas, e outras brancas. Depois percebe-se que todo o chão está atapetado de flores, flores menores, outras menores ainda, outras do tamanho de musgos. Colho dezenas de flores silvestres, umas pequenas, amarelas e laranja, que dão num arbusto pequeno e bonito, brilhantes como orquídeas; outras altas, isoladas, lindas, amarelas e brancas, cada uma em seu caule verde; e sinos pendentes, carmim. Antes que se tenha tempo de chegar em casa, esses sinos fecham-se de todo, para nunca mais se abrirem."

Elizabeth Bishop (Ida ao botequim/1970)