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Sem tradução



Foto: Renato Alves
A presença dos amigos não tem preço. Obrigada a todos que desembrulharam um tempinho no domingo e foram até a bienal de Brasília. Mas, emoção mesmo, foi ouvir a pergunta da linda menininha sentada na primeira fila e que,  imperdoavelmente, não gravei o nome. 

Após apresentar-me e contar uma história, deixei que o público interagisse e fizesse perguntas. A menininha levantou o dedo e quis saber:

- Quero ser escritora como você quando eu crescer. Como faço?

Qualquer coisa que eu escrever aqui não descreverá a minha felicidade naquele instante. As palavras nem sempre servem para traduzir sentimentos, não é mesmo?

Cliquem aqui para quem quiser ler a matéria publicada pela Agência Brasília, da qual a Clara, uma das minhas gêmeas, é a estrelinha da foto! 

P.S.: E como todos que participaram da promoção da postagem anterior não acertaram a resposta, o primeiro ou a primeira que comentar este post leva o livro. Ora, toda Menininha tem um nome, não é mesmo? 

Café Literário


Ilustração: Virgínia Caldas
Neste domingo, às 14h30, estarei no Café Literário Jorge Ferreira, na Bienal de Brasília, para lançar o livro infantil O caderno da Menininha. Fica o convite e a minha alegria em recebê-los. 

Das dez histórias da Menininha, a que mais gosto é a Zé Tinino. Ele era um doido do bem, que só queria saber se estava tudo bem com as crianças da rua. Até o dia em que um menino arriscou-se a dizer que não estava tudo bem. E então...

Bom, para vocês meus amigos aqui do blog, fica o desafio. Quem acertar, ganhará de presente o livro autografado. Qual seria o nome dessa Menininha? 

(   ) Menininha, claro!
(   ) Amélia
(   ) Rovênia
(   ) Só lendo para saber!


Bom fim de semana!

Ausência


Ilustração: Pinterest
As páginas sugam-na, fazem-na imergir cada vez mais profundamente. Segue atrás do que virá como quem é atraído por uma paixão e não pode, e não quer, se desvencilhar. 

Ele nota, mas não diz nada. Aguarda a volta, mas ela não emerge, aprofunda-se mais nas palavras que a confundem, que a desafiam, que correm e proliferam-se infinitamente. 

A curiosidade, a obrigação, o prazer afugentam o sono. O tempo, ao lado, pinga, pinga. Incômodo bem real.

Ele chega mais uma vez, não diz nada, deixa um sorriso silencioso. Ela vai-se mais uma vez.  Longe, ouve as gargalhadas, o barulhinho de quem brinca. 

Levanta-se para respirar, olha-se no espelho. Não responde ao que vê. Fecha, novamente, os olhos ao mundo.  

Nesses tempos

... de políticas incertas, esbarro nos versos literários. 
Deixo-os aqui, como pausas de um calmo balançar de pé. 
Um balançar que não se nota porque o momento é o do pensar.
Um pensar de tristes.  



"O poeta municipal discute com o poeta estadual
Qual deles é capaz de bater o poeta federal
Enquanto isso o poeta federal tira ouro do nariz"

(Política literária - Carlos Drummond de Andrade).