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Em qual ano eu corri atrás do padeiro para comprar um pão doce, polvilhado de açúcar, que ele vendia no "enorme" cesto de palha no guidão da bicicleta? O cheiro era tão docinho que espalhava-se pela rua toda! Que idade eu tinha todas as vezes que ia feliz até a padaria mais ou menos perto da minha casa da infância comprar aqueles suspiros quadrados, de cores lindas, enfeitados com bolinhas? Não sei se gostava mais das cores vivas ou do gosto doce que se desmanchava na boca. E a carroça do leite? Lembro de uma vez ou outra minha mãe comprando leite da roça, quente e aveludado, que o leiteiro despejava, feliz com mais uma venda, na vasilha de alumínio lá de casa.
Que idade eu tinha quando apostei com os meninos da rua que seria capaz de comer mais manga verde com sal do que eles? Que ano foi aquele em que me reuni com as duas amigas preferidas do ensino médio para um chá da tarde das cinco mineiro em que nos fartamos de comer biscoito recheado, sabor morango? Na fase adulta, vamos por eliminação. A memória é menos perversa. É possível identificar mais facilmente os anos de nossos passos.
Mas o que importa mesmo é dar passos, viver. Que a caminhada seja progressiva, que escrevamos a cada dia histórias gostosas para nos lembrarmos. Neste ano que abraço e me despeço, uma lembrança boa é a presença de vocês, que doaram uma parte do tempo em me ler. Quero agradecer. Que nos encontremos em 2014! Aqui, que é o melhor lugar para plantar as saudades das nas nossas futuras memórias!