Sem estancar
Ideologia
Nas ruas, em busca de uma para viver!
E vasculhando o que escrevo, achei este rascunho que cabe bem no momento que todos têm voz!
Se não suportas críticas, não escrevas
Esconda-se nos bastidores e vocifere
E contente-se com os seus aplausos
Eu gosto das vaias, dos nãos, dos menos
Rovênia Amorim/30/04/2013
Clique aqui porque vale a pena ler!
Efeito gelatina
Duzentos e cinquenta mil em ação! Pra frente, Brasil! Salve o quê? Diante das manifestações que as redes sociais - os novos líderes do povo - levaram às ruas, precisamos pensar. Melhor, precisamos tentar entender.
Conhece gelatina? Aquela sobremesa gostosa de ver, que parece ter consistência, mas é fluida, tem cor e quase mais nada a oferecer? Pois então, de certa forma é essa a imagem dessa soma de povo nas ruas de todo o Brasil. E nem é preciso refletir sobre protestos pacíficos ou violentos. A questão é maior, bem mais complexa.
Temos uma massa perdida, que não sabe ao certo o que quer. Reivindica um pouco de tudo. Reclama um pouco de tudo. Do outro lado, temos as forças de um poder também sem entender, sem saber o que dizer, o que fazer, como negociar. Uma massa perdida dentro da democracia.
Democracia? Democracia pós-modernismo que os sociólogos atuais estudam há tempo:
"Hoje não existem mais projetos sociais; não existe mais debate social. Que país discute a educação? Só dizem que vai mal. Que país discute a democracia? Só dizem que não existe mais. Estamos numa situação histórica que marca o fim daquilo que foi o modelo europeu, sob o qual muitas pessoas ainda vivem no mundo, de um jeito ou de outro, inclusive no Brasil, e a pergunta que fica é: hoje existem forças capazes de resistir ao vasto poder da economia financeira global?" (Alain Touraine)
"O Estado, a única instituição política que temos, não tem poder suficiente para manter todas as promessas que 50 anos atrás foram feitas aos cidadãos. E essa foi a era de ouro da democracia. Nos 30 anos do pós-guerra ocorreu uma proliferação e florescimento da democracia ideal. Agora, a democracia está em decadência. Cada vez menos pessoas estão realmente convencidas de que seja uma coisa boa. E tem dúvidas a respeito da qualidade da democracia. Por quê? Simplesmente porque o Estado relativamente sem poder consegue oferecer cada vez menos aos cidadãos. " (Zygmunt Bauman)
Ponto positivo: o brasileiro vai às ruas, abandonou a passividade. Mas é uma reivindicação generalizada como os discursos dos políticos. Vivemos no pleno caos da democracia. As ideologias espatifaram-se. A sociedade precisa de novas ideias. Essa mobilização, sim, daria prazer de ver nas ruas.
Aroma florido
"Entre as prendas com que a natureza
Alegrou este mundo onde há tanta tristeza
A beleza das flores realça em primeiro lugar
É um milagre
De aroma florido "
(Vinicius de Morais/Rancho das Flores)
Cada um carrega na alma, uma flor.

A rosa cativou o Pequeno Príncipe.

A Flor da Lua fez nascer a obsessão em Margaret Mee. Por 21 anos, a ilustradora botânica vasculhou o deserto verde da Amazônia para admirar a variação de cacto que só floresce à noite.
E a florista, que um dia sonhou margarida no nome, apaixonou-se pela flor silvestre que nunca viu. Do frasco aspira o perfume das montanhas geladas da Noruega. Sabe que ela a espera.
Alegrou este mundo onde há tanta tristeza
A beleza das flores realça em primeiro lugar
É um milagre
De aroma florido "
(Vinicius de Morais/Rancho das Flores)
Cada um carrega na alma, uma flor.

A rosa cativou o Pequeno Príncipe.
O amarelo do girassol
enlouqueceu Van Gogh.

A Flor da Lua fez nascer a obsessão em Margaret Mee. Por 21 anos, a ilustradora botânica vasculhou o deserto verde da Amazônia para admirar a variação de cacto que só floresce à noite.
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Imagens do Google |
E a florista, que um dia sonhou margarida no nome, apaixonou-se pela flor silvestre que nunca viu. Do frasco aspira o perfume das montanhas geladas da Noruega. Sabe que ela a espera.
Ariano mais geminiano
"Eu leio e escrevo todos os dias. Não faço distinção entre a literatura e a vida."
Ariano Suassuna
Bom descobrir A Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, que também faz aniversário hoje!
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Imagem do Google |
"(...) De fato, a Obra da nossa Raça deve ter como assunto o Brasil! Mas que 'cultura' foi essa que os Portugueses e Espanhóis nos trouxeram? A cultura renascentista da Europa em decadência, a supremacia da raça branca e o culto da propriedade privada! Enquanto isso, a Mitologia negro-tapuia mantinha, aqui, uma visão mítica do mundo, fecundíssima, como ponto de partida para uma Filosofia, e profundamente revolucionária do ponto de vista social pois incluía a abolição da propriedade privada! É por isso que, a meu ver, a Obra da Raça Brasileira, será uma Obra de pensamento, uma obra que, partindo dos mitos negros e tapuias, forje uma "visão de conhecimento": uma visão do mundo; uma visão do homem; uma visão do homem no mundo; e uma visão do homem a braços com o próprio homem!"
A fórmula de ouro
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Arquivo pessoal |
E assim seguem, página a página, a própria história!
"Há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis para uma vida satisfatória, recompensadora e relativamente feliz. Um é a segurança e o outro é a liberdade. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos, incapacidade de fazer nada, planejar nada, nem mesmo sonhar com isso. Entretanto, o problema é que ninguém ainda na história encontrou a fórmula de ouro, a mistura perfeita de segurança e liberdade. Cada vez que você tem mais segurança, você entrega um pouco de sua liberdade. Não há outra maneira. Cada vez que você tem mais liberdade, você entrega parte da sua segurança. Nunca encontraremos a solução perfeita do dilema entre segurança e liberdade. Então você ganha algo e você perde algo."
(Zygmunt Bauman)
Sim, caro pensador, para cada ser humano há um mundo perfeito feito especialmente para ele ou para ela. Só é preciso, assim como Sócrates, construí-lo!
* Então construam um feliz fim de semana de cada vez!
Bastam-se!
Bem agora há pouco...
- O que você está olhando?
- O nada.
- Mas o nada não existe. Tudo tem sempre alguma coisa...
(Uma das minhas queridas almas gêmeas, Clara, 9 anos, admirada com o meu nada...)
"Os campos estão cheios de flores silvestres. De início a gente só vê as mais altas, todas sem nome, amarelas e roxas, sementes felpudas, vagens vermelhas, e outras brancas. Depois percebe-se que todo o chão está atapetado de flores, flores menores, outras menores ainda, outras do tamanho de musgos. Colho dezenas de flores silvestres, umas pequenas, amarelas e laranja, que dão num arbusto pequeno e bonito, brilhantes como orquídeas; outras altas, isoladas, lindas, amarelas e brancas, cada uma em seu caule verde; e sinos pendentes, carmim. Antes que se tenha tempo de chegar em casa, esses sinos fecham-se de todo, para nunca mais se abrirem."
Elizabeth Bishop (Ida ao botequim/1970)
- O que você está olhando?
- O nada.
- Mas o nada não existe. Tudo tem sempre alguma coisa...
(Uma das minhas queridas almas gêmeas, Clara, 9 anos, admirada com o meu nada...)
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"Os campos estão cheios de flores silvestres. De início a gente só vê as mais altas, todas sem nome, amarelas e roxas, sementes felpudas, vagens vermelhas, e outras brancas. Depois percebe-se que todo o chão está atapetado de flores, flores menores, outras menores ainda, outras do tamanho de musgos. Colho dezenas de flores silvestres, umas pequenas, amarelas e laranja, que dão num arbusto pequeno e bonito, brilhantes como orquídeas; outras altas, isoladas, lindas, amarelas e brancas, cada uma em seu caule verde; e sinos pendentes, carmim. Antes que se tenha tempo de chegar em casa, esses sinos fecham-se de todo, para nunca mais se abrirem."
Elizabeth Bishop (Ida ao botequim/1970)
Quem sabe?
Aquele olhar
Acham graça na lua,
nas estrelas, no pôr e no nascer do sol,
no céu azul, na flor sem cor,
na gravata borboleta,
no verso copiado, no passarinho
que canta triste.
São tão pombinhos, são tão iguais
como macarronada. Não importa se gente,
não importa se bicho.
O amor faz sonhar quem assiste
àquele olhar!
Mentira corajosa
Diante da empolgação, eu não tive escolha. Abri meu disfarce de sorriso que não era grande coisa, mas servia para convencê-los. Após todos se acomodarem, pude confessar-lhe, o único a quem não me escondia de todo, o meu medo.
O que me levava a estar ali,onde não podia ter meus pés no chão, nessa terra que gira magicamente sem que percebamos com nossos sentidos bobos?
Ele emprestou-me uma frase de coragem que só serviu, de fato, para me convencer da minha perdição.
Fechei os olhos para não enxergar o perigo iminente e ilusório. As mãos seguravam tão firmes o apoio que imaginava calos brotando na pele suada e fria. Os pés abandonados em liberdade.
Abri os olhos diante da velocidade. Após voltas absurdas, vi o coração acalmar-se. Havia sobrevivido.
No encontro com os demais, novamente meu sorriso falso diante daquela alegria coletiva e extasiante. No íntimo, sentia o alívio do suor evaporar, poro por poro, mas também uma felicidade imensa por pisar novamente nessa terra hipócrita, que dá voltas na gente silenciosamente.
Não tive como escapar. Em tantas outras vezes repeti essa farsa, essa mentira corajosa. Só agora posso confessar que de tanto repetir o medo, venci-o. Atiro pelo ar meus fantasmas, meus cansaços e iras, e piso livre nesse chão instável, ciente de que a aventura é constante. É tudo autocontrole. E posso sorrir de verdade diante da alegria dos outros. Venci a todos. Venci a mim mesma!
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Imagem/Google |
Ele emprestou-me uma frase de coragem que só serviu, de fato, para me convencer da minha perdição.
Fechei os olhos para não enxergar o perigo iminente e ilusório. As mãos seguravam tão firmes o apoio que imaginava calos brotando na pele suada e fria. Os pés abandonados em liberdade.
Abri os olhos diante da velocidade. Após voltas absurdas, vi o coração acalmar-se. Havia sobrevivido.
No encontro com os demais, novamente meu sorriso falso diante daquela alegria coletiva e extasiante. No íntimo, sentia o alívio do suor evaporar, poro por poro, mas também uma felicidade imensa por pisar novamente nessa terra hipócrita, que dá voltas na gente silenciosamente.
Não tive como escapar. Em tantas outras vezes repeti essa farsa, essa mentira corajosa. Só agora posso confessar que de tanto repetir o medo, venci-o. Atiro pelo ar meus fantasmas, meus cansaços e iras, e piso livre nesse chão instável, ciente de que a aventura é constante. É tudo autocontrole. E posso sorrir de verdade diante da alegria dos outros. Venci a todos. Venci a mim mesma!
Amor que desnorteia
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Imagem: Tumblr |
Quando se está apaixonada, não há defeitos no outro. São lindos os príncipes, ainda que todos os outros olhos enxerguem que não.
Um amiga perdida nessa fase em que o coração vence a razão, sentia-se feliz com o novo amor careca e cheio de espinhas no rosto.
- Ele não é lindo?
Vi outra desesperar-se por amor e ser trocada pela amiga que a apresentou ao tal príncipe. O conto de fadas desfeito.
Vi ainda outra, caloura de medicina e de amor. O boliviano gente boa, pôs fim ao namoro. Um ponto final firme, sem chances de reticências. Ela ajoelhou-se, implorou agarrada às suas calças... Ele não olhava. Impiedoso, dava-lhe as costas. Uma cena de novela mexicana que não merece regravação.
Lá se foi o primeiro amor, estraçalhado, sem redenção. Uma semana depois, o melhor amigo dele consolava-a. Nova história, menos encantada. Não sei o fim.
Houve ainda o caso da dublê de namorada. Ele era apaixonado por ela, inacessível tão ao alcance real. Perguntava sempre quando terminaria com o príncipe sem graça que dava-lhe a promessa de felicidade eterna.
Inconformado, deu seu jeito de apaixonado. Alugou uma amiga e levou-a para assistir a aula que faziam juntos na faculdade. A dublê foi escanteada. Na aula toda, ele só tinha conversa para a pretendente que nunca teria-o no coração. Apenas na lembrança, um pretenso amor perdido no tempo.
Olhar que encanta

Quando criança, a boneca é a melhor amiga da menina. Quando ela cresce, a paixão segue, aprimora-se. Confesso a minha meninice. As bonecas cativam-me diante das vitrines.

Em meio aos livros preferidos, tenho uma senhorita de época, rosto de porcelana, vestido nude longo, chapéu e sombrinha de renda. Viajo no tempo, nos figurinos, nos cenários de uma vida no passado que não é minha.
Os estilistas sabem dessa paixão das mulheres. A barbie e a Blytle já são ícones conhecidíssimos da moda.
Agora a musa da vez nasce do talento da designer russa Marina Bychkova, estrela do caderno de perfumes da Vogue Japão e do livro Louis Vuitton/Marc Jacobs.
Suas bonecas são arte tão sublime que prendem meu olhar! Custam R$ 25 mil. Poxa! Mas é possível admirar o trabalho dessa designer aqui.
Belezas passageiras
Help me!
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Imagem Google |
Numa conversa com amigos biólogos, desabafei minha burrice em meio à pizza e ao comentário sobre a disputa entre pesquisadores do CNPq e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)ante a descoberta de uma nova espécie de aranha no Brasil:
- Tanta coisa para pesquisar... Eu nunca faria uma pesquisa sobre aranhas.
A amiga deu-me o beliscão necessário. Explicou que as aranhas produzem uma teia extremamente resistente, cerca de cinco vezes mais forte que o fio de aço. E os pesquisadores estão de olho.
Então falamos do bicho-da-seda e das formigas, outros admiráveis insetos da natureza. Um fio de seda tão elástico que os homens não conseguem fabricar um parente sintético. Há cinco mil anos precisam recorrer à natureza.
E as formigas? Seguem caladas cavando túneis sob o planeta. Túneis que não desabam e os cientistas querem descobrir o segredo.
Toda a minha burrice exposta fez-me pensar no filme Prometheus (Ridley Scott) e à pergunta da única pesquisadora que sobrevive ao planeta hostil de onde viemos: "Eles nos criaram, mas se arrependeram. Eu mereço saber por quê?"
Será que descobriram que a burrice humana merece ser extinta?
Deslumbramento
"Por que algumas pessoas têm necessidade de viver duas vezes? Uma quando vivem, a outra quando escrevem? E por que a segunda vez é mais importante que a primeira? Isso é tão misterioso como concluir que as horas de sono, o sonho, são mais importantes que as horas que passamos acordados." (Marguerite Duras)
... ela atende o telefone. Desliga-o após poucas palavras. Dá um último gole no cappuccino que já esfria. Paga pelo livro que alguém já leu e guarda-o na bolsa. Às 23h35 daquele mesmo dia, lê a primeira das 145 páginas. Conhece, sem decifrar ainda, o mundo subjetivo daquela mulher.
Vira a página, coleciona frases, depois adormece: "Pensamentos nascentes e renascentes,cotidianos, sempre os mesmos, que vêm em enxurradas, ganham a vida e respiram em um universo disponível de confins vazios, sendo que apenas um, apenas um, chega com o tempo, no fim, a ser lido e visto um pouco mellhor que os outros..."
O relógio anuncia que o dia já está perto de nascer. Ela resgata o livro caído no chão, ao lado da cama. Apressa-se, guarda o livro na bolsa. O telefone não tocou mais. Ela precisa de outro cappuccino, que já chega estranhamente frio. Ninguém a vê, ninguém a quem reclamar. Conforma-se, abre o livro, mais uma página e reflete sobre a constatação de que nada saber sobre essa personagem, já era conhecê-la. "A palavra atravessa o espaço, procura e pousa. Ela pousa a palavra em mim."
Aparece alguém, que sorri. Ela paga pelo que não bebeu. Sai pela calçada, posta-se diante do lago de águas tranquilas que serve-lhe de mar. Chega à página 141, quase o fim:
"... O mar sobe enfim, alaga os pântanos azuis uns após os outros, progressivamente, e com uma lentidão igual eles perdem sua individualidade e se confundem com o mar, está pronto para estes, mas outros esperam sua vez. "
Ela pensa. Fecha o livro. Olha o lago, as águas que se movimentam para tranquilizá-la. Não há mais nada para ler ali. Espera a noite chegar para começar a escrever a sua história.
* Texto inspirado em "O Deslumbramento", de Marguerite Duras
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Fotografia: Pakayla Rac Biehn |
... ela atende o telefone. Desliga-o após poucas palavras. Dá um último gole no cappuccino que já esfria. Paga pelo livro que alguém já leu e guarda-o na bolsa. Às 23h35 daquele mesmo dia, lê a primeira das 145 páginas. Conhece, sem decifrar ainda, o mundo subjetivo daquela mulher.
Vira a página, coleciona frases, depois adormece: "Pensamentos nascentes e renascentes,cotidianos, sempre os mesmos, que vêm em enxurradas, ganham a vida e respiram em um universo disponível de confins vazios, sendo que apenas um, apenas um, chega com o tempo, no fim, a ser lido e visto um pouco mellhor que os outros..."
O relógio anuncia que o dia já está perto de nascer. Ela resgata o livro caído no chão, ao lado da cama. Apressa-se, guarda o livro na bolsa. O telefone não tocou mais. Ela precisa de outro cappuccino, que já chega estranhamente frio. Ninguém a vê, ninguém a quem reclamar. Conforma-se, abre o livro, mais uma página e reflete sobre a constatação de que nada saber sobre essa personagem, já era conhecê-la. "A palavra atravessa o espaço, procura e pousa. Ela pousa a palavra em mim."
Aparece alguém, que sorri. Ela paga pelo que não bebeu. Sai pela calçada, posta-se diante do lago de águas tranquilas que serve-lhe de mar. Chega à página 141, quase o fim:
"... O mar sobe enfim, alaga os pântanos azuis uns após os outros, progressivamente, e com uma lentidão igual eles perdem sua individualidade e se confundem com o mar, está pronto para estes, mas outros esperam sua vez. "
Ela pensa. Fecha o livro. Olha o lago, as águas que se movimentam para tranquilizá-la. Não há mais nada para ler ali. Espera a noite chegar para começar a escrever a sua história.
* Texto inspirado em "O Deslumbramento", de Marguerite Duras
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